quarta-feira, 25 de abril de 2012

Demóstenes, o STF e a legalidade das cotas raciais


O Supremo Tribunal Federal deve julgar, nesta quarta (25), se as cotas raciais para reserva de vagas em universidades públicas são constitucionais. Uma das ações contrárias foi movida pelo DEM em 2009, pedindo sua suspensão na Universidade de Brasília. Segundo o partido político, esse tipo de reserva de vaga fere a dignidade e afeta o próprio combate à discriminação e ao preconceito.
Toda a vez que trato da questão da desigualdade social e do preconceito que os negros e negras sofrem no Brasil (herança cotidianamente reafirmada de um 13 de maio de 1888 que significou mais uma mudança na metodologia de exploração da força de trabalho do que uma abolição de fato, pois não garantiu as bases para a autonomia real dos ex-escravos e seus descendentes) sou linchado. Até porque, como todos sabemos, o brasileiro não é racista (suspiro…)
Bem, resumindo o que estou querendo dizer com um discurso de descontente com as cotas que ouvi tempos atrás: “Vê se me entende que eu vou explicar uma vez só. A política de cotas é perigosa e ruim para os próprios negros, pois passarão a se sentir discriminados na sociedade – fato que não ocorre hoje. Além disso, com as cotas, estará ameaçado o princípio de que todos são iguais perante a lei, o que temos conseguido cumprir, apesar das adversidades”.
E relembrar é viver.
Durante audiência no Supremo Tribunal Federal para discutir o sistema de cotas em universidades públicas em março de 2010, o senador Demóstenes Torres (então pertencente ao DEM-GO) usou da palavra para destilar todo o seu profundo conhecimento sobre a história do Brasil. Quem ouviu seu discurso saiu com a impressão de que aprendeu várias coisas novas. Que os africanos eram os principais responsáveis pelo tráfico transatlântico de escravos. Que escravas negras não foram violentadas pelos patrões brancos, afinal de contas “isso se deu de forma muito mais consensual” o que “levou o Brasil a ter hoje essa magnífica configuração social” de hoje. Que no dia seguinte à sua libertação, os escravos “eram cidadãos como outro qualquer, com todos os direitos políticos e o mesmo grau de elegibilidade” – mesmo sem nenhuma política de inserção aplicada. Com tudo isso, o nobre senador deu a entender que os negros foram os reais culpados pela escravidão no Brasil. E, a partir disso, compreende-se que são os culpados por sua situação econômica hoje e qualquer forma de discriminação contra eles.
A posição do senador é compreensível, se considerarmos que o discurso feito não foi um ataque à reserva de vagas para negros e afrodescendentes e sim uma defesa da elite política e econômica que controlou a escravidão no país e que, com algumas mudanças e adaptações, desembocou em setores do seu próprio partido.
Em meados do século 19, com o fim do tráfico transatlântico de escravos, a propriedade legal sob seres humanos estava com os dias contados. Em questão de anos, centenas de milhares de pessoas estariam livres para ocupar terras virgens – que o país tinha de sobra – e produzir para si próprios em um sistema possivelmente de campesinato. Quem trabalharia para as fazendas? Como garantir mão-de-obra após a abolição?
Vislumbrando que, mantida a estrutura fundiária do país, o final da escravidão poderia representar um colapso dos grandes produtores rurais, o governo brasileiro criou meios para garantir que poucos mantivessem acesso aos meios de produção. A Lei de Terras foi aprovada poucas semanas após a extinção do tráfico de escravos, em 1850, e criou mecanismos para a regularização fundiária. As terras devolutas passaram para as mãos do Estado, que passaria a vendê-las e não doá-las como era feito até então.
O custo da terra começou a existir, mas não era significativo para os então fazendeiros, que dispunham de recursos para a ampliação de seus domínios. Porém, era o suficiente para deixar ex-escravos e pobres de fora do processo legal. Ou seja, mantinha a força de trabalho à disposição do serviço de quem tinha dinheiro e poder.
Para além dos efeitos da Lei Áurea, que esta prestes a completar 124 anos em maio, trabalhadores brasileiros ainda são subdivididos em classes. Ou castas. O homem branco ganha mais do que o homem negro pela mesma função, seja pelas diferenças de oportunidades que os dois tiveram acesso, seja por puro preconceito. Se compararmos então com as mulheres negras, a sensação de vergonha de ser brasileiro aflora de vez. Mudaram-se os rótulos, ficaram as garrafas.
O Brasil não foi capaz de garantir que os libertos fossem tratados com o respeito que seres humanos e cidadãos mereciam, no campo ou na cidade. Herança maldita disseminada na sociedade. E alimentada por discursos como o de Demóstenes Torres. Ou pela falta de políticas afirmativas.
Antes de tratar todos com igualdade, como pedem desesperadoramente alguns, é preciso tratar os desiguais de forma desigual através de ações afirmativas. Só assim, poderemos sonhar – um dia – em que negros e brancos, homens e mulheres, não se sintam como se tivessem vindo com a roupa errada para a festa.
LEONARDO SAKAMOTO

terça-feira, 24 de abril de 2012

PET de A a Z: 24 de abril

"Considerações acerca do problema do tempo segundo Gaston Bachelard"

com o Prof. Dr. Flávio José de Carvalho

Sobre a palestra: O filósofo francês Gaston Bachelard foi reconhecido pelo seu trabalho intelectual efilosófico voltado para as problemáticas do âmbito das ciências, bem como, paraas incursões em torno da criação poética. Sob o influxo das profundastransformações operadas pelas teorias quântica e da relatividade, ele constrói suaepistemologia histórica, na qual desenvolve compreensões inovadoras como as deobstáculo e de ruptura epistemológicos. De outra parte, imerso na fertilidadeda produção poética, ele discute o imaginário poético, bem como, a atividadeimaginativa criadora. Não obstante sua eminentepreocupação e produção filosófica dirigidas para os âmbitos epistemológicos eestéticos, Bachelard termina por questionar e propor novas compreensões emoutras áreas do conhecimento, como a educação, a ética, a metafísica. Nestemovimento de questionamento e reinterpretação reconhecemos a construção de umconceito de tempo que manifesta sua ruptura com as compreensões tradicionais detempo e duração lineares, para as quais ele propõe as noções de tempo e duraçãodescontínuos, fragmentados. Estemovimento reflexivo operado por Bachelard termina por demover categoriasincrustadas na tradição científica e filosófica, como as de tempo absoluto e deduração.


O palestrante: Flávio Carvalho possui dotourado em Filosofia. É professor Adjunto da Universidade Federal de Campina Grande. Atualmente, desenvolve pesquisas junto aos GT Filosofia Contemporânea de Expressão Francesa e GT Filosofia da História e Modernidade, ambos vinculados a ANPOF.

 

 Local: UFCG, Sala 15, às 14:ooh

 Durante a palestra: 










 

terça-feira, 17 de abril de 2012

PET de A a Z - 17 de abril

Andar para São Paulo: uma etnografia sobre a territorialidade de famílias camponesas e migrantes.


com a Profª. Drª. VERENA SEVÁ NOGUEIRA



Sobre a palestrante: 


Possui doutorado em Antropologia Social e mestrado em Sociologia pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Tem experiência nas áreas da Antropologia e Sociologia, com pesquisas versando sobre os temas: etnografia, migração, territorialidade, redes sociais, trocas, relações de gênero e geracional . Desde 2007 é editora da revista Ruris - publicação do Centro de Estudos Rurais (Ceres), ligado ao IFCH/Unicamp.


Local: UFCG
Data: 17 de abril, às 14:OOh




Durante a palestra:








sexta-feira, 13 de abril de 2012

O que (não) fazer no Dia do Índio


Da Revista Nova Escola
Na data em homenagem aos primeiros habitantes do Brasil, uma série de estereótipos e preconceitos costuma invadir a sala de aula. Saiba como evitá-los e confira algumas propostas de especialistas de quais conteúdos trabalhar.
O Dia do Índio é comemorado em 19 de abril no Brasil para lembrar a data histórica de 1940, quando se deu o Primeiro Congresso Indigenista Interamericano. O evento quase fracassou nos dias de abertura, mas teve sucesso no dia 19, assim que as lideranças indígenas deixaram a desconfiança e o medo de lado e apareceram para discutir seus direitos, em um encontro marcante.
Por ocasião da data, é comum encontrar nas escolas comemorações com fantasias, crianças pintadas, música e atividades culturais. No entanto, especialistas questionam a maneira como algumas dessas práticas são conduzidas e afirmam que, além de reproduzir antigos preconceitos e estereótipos, não geram aprendizagem alguma. “O índigena trabalhado em sala de aula hoje é, muitas vezes, aquele indígena de 1500 e parece que ele só se mantém índio se permanecer daquele modo. É preciso mostrar que o índio é contemporâneo e tem os mesmos direitos que muitos de nós, ‘brancos’”, diz a coordenadora de Educação Indígena no Acre, Maria do Socorro de Oliveira.
Saiba o que fazer e o que não fazer no Dia do Índio:
1. Não use o Dia do Índio para mitificar a figura do indígena, com atividades que incluam vestir as crianças com cocares ou pintá-las.
Faça uma discussão sobre a cultura indígena usando fotos, vídeos, música e a vasta literatura de contos indígenas. “Ser índio não é estar nu ou pintado, não é algo que se veste. A cultura indígena faz parte da essência da pessoa. Não se deixa de ser índio por viver na sociedade contemporânea”, explica a antropóloga Majoí Gongora, do Instituto Socioambiental.
2. Não reproduza preconceitos em sala de aula, mostrando o indígena como um ser à parte da sociedade ocidental, que anda nu pela mata e vive da caça de animais selvagens.
Mostre aos alunos que os povos indígenas não vivem mais como em 1500. Hoje, muitos têm acesso à tecnologia, à universidade e a tudo o que a cidade proporciona. Nem por isso deixam de ser indígenas e de preservar a cultura e os costumes.
3. Não represente o índio com uma gravura de livro, ou um tupinambá do século 14.
Sempre recorra a exemplos reais e explique qual é a etnia, a língua falada, o local e os costumes. Explique que o Brasil tem cerca de 230 povos indígenas, que falam cerca de 180 línguas. Cada etnia tem sua identidade, rituais, modo de vestir e de se organizar. Não se prenda a uma etnia. Fale, por exemplo, dos Ashinkas, que têm ligação com o império Inca; dos povos não-contatados e dos Pankararu, que vivem na Zona Sul de São Paulo.
4. Não faça do 19 de abril o único dia do índio na escola.
A Lei 11.645/08 inclui a cultura indígena no currículo escolar brasileiro. Por que não incluir no planejamento de História, de Língua Portuguesa e de Geografia discussões e atividades sobre a cultura indígena, ao longo do ano todo? Procure material de referência e elabore aulas que proponham uma discussão sobre cultura indígena ou sobre elementos que a emprestou à nossa vida, seja na língua, na alimentação, na arte ou na medicina.
5. Não tente reproduzir as casas e aldeias de maneira simplificada, com maquetes de ocas.
“Oca” é uma palavra tupi, que não se aplica a outros povos. O formato de cada habitação varia de acordo com a etnia e diz respeito ao seu modo de organização social. Prefira mostrar fotos ou vídeos.
6. Não utilize a figura do índio só para discussões sobre como o homem branco influencia suas vidas.
Debata sobre o que podemos aprender com esses povos. Em relação à sustentabilidade, por exemplo, como poderíamos aprender a nos sentir parte da terra e a cuidar melhor dela, tal como fazem e valorizam as sociedades indígenas?
Consultoria:
- Maria do Socorro de Oliveira, coordenadora de Educação Escolar Indígena d a Sec. De Educação do estado do Acre. E Majoí Gongora, Antropóloga do programa de Povos Indígenas do Brasil do Instituto Socioambiental.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

O absurdo imaginário americano



Vídeo1: Censurado no Brasil.


Vídeo 2:  Uma visão maquiada.

"O que algumas pessoas não entendem é que o objetivo dos Simpsons é mostrar uma visão crítica acerca da sociedade NORTE-AMERICANA. Quando fizeram o episódio no Brasil, quiseram mostrar a visão ignorante, estreita e preconceituosa que os NORTE-AMERICANOS de fato têm do nosso país. No episódio acima, o que eles fizeram foi cutucar os brasileiros que, por ignorância, se incomodaram com o episódio do Brasil. Eles criticam os NORTE-AMERICANOS, não os brasileiros". 

segunda-feira, 9 de abril de 2012

PET indica: O filme, Alfred Stevens: O Homem que Pintava Mulheres




O filme acompanha a importante retrospectiva dedicada ao pintor, realizada nos Museus Reais de Belas-Artes de Bruxelas em agosto de 2009 e no Museu Van Gogh, em Amsterdã, em 2010 – as quais foram as primeiras exposições do pintor na Europa desde 1975.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

3º Fórum de Lideranças Negras da Paraíba





O 3º FLN-PB é uma iniciativa da Malungus – Organização Negra da Paraíba, em parceria com o Banco do Nordeste do Brasil (BNB de Cultura); Fundação Cultural Palmares / MINC; Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba – IFPB, Prefeitura Municipal de Campina Grande; Federação das Indústrias do Estado da Paraíba, entre outras.
Estão abertas as inscrições para o 3º Fórum de Lideranças Negras da Paraíba, que nesta edição acontece no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia – IFPB / Campus Campina Grande, no período de 12 a 14 de abril, no Jardim Dinamerica, em Campina Grande e tem como tema central “Juventude Negra - Educação, Saúde, Cultura e Economia Solidária para a Promoção da Igualdade Racial”.O objetivo é promover o encontro de jovens estudantes, interessadas/os na temática, de todas as instituições e níveis de ensino público e privado, juntamente com professores, pesquisadores, especialistas das diversas áreas do conhecimento, representantes de órgãos governamentais local e nacional, além de ativistas do movimento social negro e interessados no combate ao racismo, contribuindo para o debate sobre os avanços, desafios e perspectivas das políticas de promoção da igualdade racial, assim como a definição de agenda política para a superação das desigualdades raciais, em especial à juventude negra, no atual contexto sócio-político e econômico.A programação consta de abertura com o tema: Juventude Negra e as Políticas de Promoção da Igualdade Racial no Combate ao Racismo Institucional, seguida no decorrer do encontro das seguintes mesas temáticas: Mesa 1 - A Implementação da Lei 10.639/2003 e as Cotas Raciais nas Instituições de Ensino – Experiências e Perspectivas; Mesa 2 – Territórios Kilombolas, Religiosidade e Valores Civilizatórios de Matriz Africana -  Resistência e Luta; Mesa 3 – A Saúde da Juventude Negra, as Relações de Gênero e à Livre Orientação Afetivo-Sexual, uma Questão de Eqüidade; Mesa 4 – Cultura Negra e Economia Solidária na Perspectiva do Etnodesenvolvimento; Mesa 5 – Juventude Negra e a Participação nos Espaços de Poder.As/os inscritas/os que desejarem apresentar trabalhos poderão fazer um resumo com texto e imagens em banner medindo 1,50m de altura e 0,80cm de largura (sentido vertical), para exposição durante o encontro. Trazer também o resumo em cd para posterior publicação dos anais do encontro. Os/as participantes, com apresentação de trabalhos ou não, receberão certificados.Já estão confirmados conferencistas como Elio Flores, da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Mestre Gilvan Andrade, da Associação Brasileira de Capoterapia / DF, Francimar Fernandes, da Comissão Estadual de Quilombos da Paraíba, Verônica Lourenço, do Conselho Nacional de Saúde e Rede Nacional Sapata de Lésbicas Negras, Jair Silva, do Movimento Negro de Campina Grande, Lênin Falcão, do Centro Cultural Banco do Nordeste do Brasil / Souza, Ivan Coelho Dantas, da UEPB, Maria Auxiliadora de Almeida Barros, do Fórum Estadual de Economia Solidária da Paraíba, entre outros.Durante os três dias do encontro haverá também o lançamento de livros e de filmes, a exemplo do DVD “Cinema Negro no Brasil e Caribe – Memórias”, do Centro Afro Carioca de Cinema e contará ainda com a apresentação de show musical do cantor e compositor Escurinho e Banda Labacé.



Instruções para inscrição:

Baixe o material de inscrição no link abaixo: 



http://www.4shared.com/zip/oThXmXP_/inscriopara3flnpb.html 

1. Após preenchimento, enviar esta ficha para o E-mail: flnegraspb@hotmail.com
  2. O pagamento de taxa de inscrição R$ 15,00 para estudantes e R$ 30,00 para profissionais será feita, somente, no ato do credenciamento durante o encontro.
  3. Apresentar  RG.
  4. A organização do evento não se responsabilizará pelos custos envolvidos no deslocamento e estadia dos participantes.
  5. O horário do credenciamento terá inicio a partir das 7h30 do dia 12/04/2012.
  6. O horário de abertura do encontro será às 9h30, conforme programação
  7. Mais informações pelo Tel.: (83) 8709 – 6319           


Vagas limitadas

Comissão Organizadora do 3º FLN-PB


terça-feira, 3 de abril de 2012

PET de A a Z 10 de Abril

"A CONSTRUÇÃO DO ELDORADO AMAZÔNICO NO GOVERNO VARGAS:
a representação através da imagem (1940-1945). Araraquara, SP, 2011"

com a Profª Drº MARIA LIEGE FREITAS FERREIRA

RESUMO

O projeto de brasilidade/nacionalidade gestado pelo governo varguista,
particular-mente o Estado Novo (1937-1945), foi elaborado na
configuração retórico/persuasiva e tinha como objetivo a construção da
relação de pertencimento dos brasileiros a um país que congregava a
todos na formação da identidade e orgulhos nacionais. Assim, as
regiões brasileiras até então esquecidas pelos governos anteriores são
realinhadas ao processo da unidade nacional pretendida: o Oeste
constitui, então, interesse nacional, especialmente a Amazônia. A
entrada do Brasil na Segunda Guerra Mundial (1938-1945) interviria de
forma mais intensa na ação do Estado Novo na Amazônia ao, torná-la,
também, produtora de borracha para os Aliados. Para isso o governo
incentiva a migração, principalmente a nordestina, para os seringais
amazônicos. Essa política de recrutamento ficou conhecida como a
“Batalha da Borracha” e tinha como estratégia, além de formar
mão-de-obra para as empresas seringalistas na Amazônia, a ocupação
permanente do Oeste brasileiro. Utilizando um aparato propagandístico
o governo Vargas fabricava, assim, o Eldorado amazônico. Utilizando
como referencial teórico a Sociologia Histórica weberiana, o
Interacionismo Simbólico de George Herbert Mead e a Análise do
Discurso pechêuniano, objetivamos apresentar uma leitura imagética da
ação do Estado Novo na Amazônia defendendo que a referencialidade
persuasiva da imagem pode ser estudada à luz do Interacionismo
Simbólico de George Herbert Mead.


Sobre a palestrante: 

Graduada em História pela Universidade Federal do Ceará (1985), cursou Mestrado em História pela Universidade Estadual Paulista/UNESP - Campus de Assis (2000). DOUTORA, em Sociologia, pela UNESP, Campus de Araraquara. Professora, classe Assistente, na Universidade Federal de Campina Grande - Campus de Campina Grande. Tem experiência na área de História, com ênfase em História Moderna e Contemporânea, atuando principalmente nos seguintes temas: Estado Novo, Segunda Guerra Mundial, Amazônia, Imagem, Persuasão.


Durante a palestra: